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Complexo penitenciário feminino Estevão Pinto vive dia especial

 


A Associação dos Defensores Públicos de  Minas Gerais- ADEP—MG, escolheu o Complexo Penitenciário Estevão Pinto, de Belo Horizonte, para comemorar o Dia Nacional da Defensoria Pública.

Diretores da ADEP-MG, a Defensora Pública Geral Andréa Abritta e vários defensores públicos, participaram da programação que incluiu palestras sobre a atuação dos defensores públicos na Execução Penal, sobre os projetos “Libertas” e “Conte com a Defensoria Pública”. Os defensores distribuíram  cartilhas e panfletos da campanha, conversaram com as recuperandas e esclareceram dúvidas quanto aos direitos e deveres dos regimes fechado, semiaberto, aberto e prisão domiciliar.

Recebidos pela direção da Casa, que muito colaborou para a realização do evento, os defensores públicos desceram ao pátio - onde já eram guardados pelas recuperandas, às 14 horas da sexta-feira (17/05). O clima de expectativa e ansiedade era visível em todos os rostos.


O presidente da ADEP-MG, Eduardo Cavalieri Pinheiro fez a abertura das atividades explicando os objetivos da campanha e celebrando o fato de este ano, com o tema “Defensores Públicos: Pelo Direito de Recomeçar”, os defensores públicos terem a oportunidade de trazer à discussão os caminhos para a reinserção dos egressos do sistema prisional na sociedade. “Como dissemos na cartilha, as casas prisionais tem duas portas e, é possível sair melhor. Basta que se tenham oportunidades. E nós, defensores públicos, queremos continuar firmes no propósito de assegurar que vocês tenham esse direito, o direito de recomeçar”, concluiu o presidente da ADEP-MG.


Prosseguindo, o defensor público da Vara de Execução Penal de Betim, Região Metropolitana de Belo Horizonte, Carlos Frederico Rosignoli de Lima, fez um relato da atuação dos defensores públicos na Execução Penal, falou sobre o Projeto Libertas, do qual é integrante, e respondeu a diversos questionamentos das presas.


É possível sair melhor


Egresso do sistema penal, Gregório Antonio Andrade cumpriu pena em regime fechado por 11 anos e, atualmente, está em condicional. Convidado pela ADEP-MG, ele falou sobre a sua própria experiência.  Muito aplaudido e, visivelmente emocionado, Gregório Andrade relatou sua trajetória até os dias atuais e enfatizou: “Oportunidades de trabalho e educação são fundamentais para que, uma vez do lado de fora, se tenha mais chances de conquistar um espaço na sociedade, porém, sem o empenho e a determinação pessoal, nada acontece”.


Lembrando as dificuldades encontradas pelo egresso ao deixar o sistema prisional, Gregório reafirmou a necessidade imperativa de se preparar para o mercado de trabalho, para a volta ao convívio da sociedade. “Muitas portas se fecham. Tive muita porta fechada na minha cara, mas nunca desisti. Por isso é muito importante que vocês agarrem as oportunidades, estudem, porque o estudo pode fazer a grande diferença”, disse ele.


Gregório foi preso e condenado aos 22 anos de idade. Na prisão conseguiu concluir os ensinos fundamental, médio, e prestou vestibular. Atualmente, prestes a formar-se em Direito, foi selecionado para fazer um intercâmbio de três meses, a partir do dia 26 de maio, na Associação de Prevenção à Tortura (APT), órgão consultivo da ONU, no Panamá.   

        
“Nós ouvimos vocês”


Defensoras Públicas da Vara de Execuções Criminas de Belo Horizonte, Miriam Almada e Ana Paula Starling que fazem atendimento semanal na Estevão Pinto, com o projeto “Conte com a Defensoria”,  falaram às detentas e prestaram orientações.  

   
Em resposta a uma presa que agradeceu aos defensores públicos em nome das colegas, dizendo que “só assim, com a ajuda dos defensores públicos,    podemos ser ouvidas do lado de fora”, a Defensora Pública Geral, Andréa Abritta devolveu: "Nós ouvimos vocês! A Defensoria Pública existe para atender a vocês, para ouvir vocês”.       


O subsecretário de Administração Prisional, Murilo de Andrade Oliveira, participou do evento e comentou o trabalho de ressocialização realizado no sistema prisional. “Atualmente, Minas Gerais possui 67 escolas estaduais que funcionam dentro das unidades prisionais, e 447 parcerias de trabalho”. Já sobre a profissionalização dos detentos, o subsecretário disse que ao todo, são 12.500 presos trabalhando. “O objetivo é que essas pessoas, fora das unidades prisionais, após o cumprimento da pena, tenham plena condição de entrar no mercado de trabalho”, afirmou.


Finalizando a programação, o coral “Meninas dos Olhos de Deus”, formado por detentas do Complexo Penitenciário Estevão Pinto, fez uma apresentação em homenagem aos defensores públicos e emocionou a todos os presentes.


Defensoria na ação preventiva ao câncer da mama 


Sessenta e cinco detentas e cinco agentes penitenciárias entre 35 e 69 anos fizeram, gratuitamente, o exame de mamografia dentro do Complexo Penitenciário Estevão Pinto.


Aproveitando o clima de comemorações, a Defensoria Pública de Minas Gerais levou à unidade prisional o projeto que vem realizando em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde e a Secretaria de Estado da Defesa Social, que disponibiliza exames de mamografia gratuitos à população.  O atendimento foi realizado no Caminhão Viva a Vida, unidade móvel equipada e preparada para realizar a mamografia digital.

 

Clique aqui e confira as fotos do lançamento da Campanha Nacional da Defensoria Pública em BH



 

 

 

 

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